1º Edital Petrobras de Festivais de Música
 
 

 
 

 

 
 

07 de janeiro de 2008

Data de realização dos festivais:

26/11/07 a 02/12/07 - Canavial - Festival de Música da Zona da Mata
07 a 10/11/07 - Nordeste Cantat Internacional (Federação Alagoana)
09 a 12/11/07  - Semana Zulu
16 e 17/1107 - Canto Sem Fronteira - 5ª edição
22 a 24/11/07  - 10ª Tocata de Bandas e Fanfarras
23 a 25/11/07  - Joinville Jazz Festival 5ª edição
23 a 25/11/07  - Goiânia Noise Festival
07 a 09/11/07  - IV Festival de Música de Jd. Jangadeiro
04 a 31/01/08 - Humaitá Pra Peixe
21 a 24/02/08 - IV Festival Nacional de Violão do Piauí
23 a 29/02/08 - Fase Cuesta
12 a 15/03/08 - Fase Nacional
Botucanto
29 a 15/03/08  - Festival de Música Clássica de Sorocaba

10 de novembro de 2007

O IMS divulga o mapeamento do "Circuito nacional de festivais de música”

Acesse aqui o banco de dados

O Instituto Moreira Salles é hoje uma das maiores instituições privadas ligadas à cultura e às artes no Brasil, atuando primordialmente em cinco grandes áreas: fotografia, literatura, cinema, artes plásticas e música.

Em relação à música o IMS trabalha em duas frentes, de modo bastante próximo aos esforços envidados – neste setor, mas também em outros – tanto pelo MinC quanto pela Petrobras.

Preservamos a memória musical brasileira através da conservação, em condições técnicas ideais, de acervos artísticos reunidos por personalidades como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha, entre outros. E tornamos toda essa informação disponível para o público através da Internet.

Apenas para dar uma medida desse esforço, informo que caminhamos em direção à marca de 100 mil músicas digitalizadas e restauradas, que poderão em breve ser ouvidas integralmente e de forma pública e gratuita em nosso site www.ims.com.br. Hoje, mais de 30 mil gravações já estão no ar.

Em consonância com nossa política cultural, pretendíamos, porém, ampliar este círculo de ações, atuando também em benefício direto da produção musical contemporânea, em toda sua grandeza e diversidade.

Entendemos que isso se deu agora, ocasião em que o IMS atuou na coordenação do 1º Edital Petrobras de Festivais de Música, promovido pelo MinC e com patrocínio exclusivo da Petrobras.

Será difícil encontrar forma mais eficaz de estímulo para a circulação da música brasileira contemporânea do que os festivais, que, com todos os seus desdobramentos culturais e econômicos, completam no Brasil uma história sempre renovada de mais de quarenta anos.

Fazendo valer os compromissos públicos anunciados em maio deste ano, o Instituto Moreira Salles disponibiliza agora, no site www.editalfestivaisdemúsica.com.br um banco de dados (arquivo elaborado em Microsoft Access para versão 1997 ou superior) com informações sistemáticas sobre o setor: o mapeamento do circuito nacional de festivais, com dados sobre seu significado para a produção cultural brasileira de hoje.

Nossos estudos preliminares revelam informações surpreendentes: há várias centenas de festivais e mostras espalhados pelo Brasil, em todas as regiões, das grandes capitais às mais distantes cidades, bem mais do que se costuma imaginar.

Vejamos alguns dados:

O Instituto Moreira Salles identificou, em todo o Brasil, que 437 festivais são realizados anualmente. Para dar uma medida da importância econômica do setor, reforçada, aliás, pela sua extensa capilaridade, nossa pesquisa constatou que o circuito brasileiro de festivais de música movimenta de forma direta recursos superiores a R$ 90 milhões de reais por ano.

Ao contrário do que poderíamos supor, a maior parte desses eventos não têm caráter competitivo. Melhor dizendo, 59% dos festivais têm o perfil de mostra, contra 37% de realizações que estabelecem ranqueamentos e premiações. Os últimos 4%, vale dizer, utilizam ambos os modelos de produção.

Sobre a natureza desta programação, aliás, é importante notar que apenas três “gêneros” de festivais respondem por mais de 50% dos eventos realizados. Para ilustrar melhor, os festivais de rock, MPB e música nativista constituem 54% do total de eventos. Na outra ponta, a música instrumental brasileira e os festivais de música erudita atendem, quando somados a outros gêneros tão diversos como “música eletrônica”, “hip-hop”, “canto coral” e “música religiosa”, por não mais do que 15% de todas as realizações.

Sobre a origem dos recursos mobilizados para a produção desses 437 eventos musicais há uma informação da maior relevância: 49% das realizações dependem predominantemente, senão exclusivamente, de dinheiro proveniente do poder público (prefeituras, secretarias) para poder se viabilizar. Outros 33% lançam mão de recursos originários, também, da iniciativa privada (ao lado do dinheiro público). E apenas 18% dos festivais são realizados unicamente com dinheiro proveniente do setor privado, ainda que muitas vezes captado através das leis municipais, estaduais e federais de incentivo à cultura.

Sobre a distribuição regional dos 437 festivais mapeados, as regiões Sudeste e Sul concentram, respectivamente, 41% (174 festivais) e 28% (122 festivais) dos eventos, seguidas de perto pelo Nordeste, com 20% das realizações (87 festivais), e pelo Centro-oeste e Norte, com 8% e 3% cada.

Agora uma informação da maior pertinência. Apenas 52 dos 437 festivais identificados no Brasil possuem sites atualizados sistematicamente, com dados – por exemplo – sobre a história, o calendário e a programação dos eventos. Ou seja, menos de 12% dos festivais realizados no Brasil usam a Internet como ferramenta direta de comunicação.

E é nesse aspecto que a instigante análise de Chris Anderson sobre o processo de transição dos mercados dominantemente de massa para os de “nicho” nos pareceu duplamente interessante.

Em primeiro lugar, porque o surgimento do formato tradicional de festivais competitivos de MPB, em sua origem, constitui um fenômeno decisivo na afirmação dessa mesma cultura de massas. Surgido no Brasil em meados da década de 1960, o “modelo Solano Ribeiro”, imitado de similares estrangeiros como o “Festival de San Remo”, tornou-se indispensável – por mais de uma década – na programação de grandes grupos de comunicação, como as televisões Excelsior, Record e Globo, e está tão arraigado em nossa cultura musical que vez por outra reaparece, como na própria Globo, há rumores de que na Bandeirantes, e até mesmo na TV Cultura.

Este tipo de festival, intensificando e renovando processos ainda característicos da chamada Era do Rádio, ajudou a criar uma série de ícones para a cultura brasileira, que se tornariam, com a força de seus hits, modelos, inclusive, de ordem comportamental.

Hoje, a esmagadora maioria dos festivais de música realizados no Brasil não tem vínculo com as grandes empresas de comunicação, e atuam naquela faixa de produção e consumo que Anderson chamou de “a cauda longa”, ou seja, no moderno mercado de nichos, que já responde pela maior parte do volume de vendas da chamada indústria cultural. Entretanto, a maior parte da televisão e do rádio no Brasil (como também a indústria fonográfica), insiste em atuar como se vivêssemos, ainda, sob a cultura dos hits e do mercado de massas.

Ocorre que, na análise de Anderson, a transição de um mercado de massas para um cenário movimentado por milhões de nichos se deu, justamente, por intermédio da tecnologia. A economia dos hits é da ordem da escassez; hoje, com as possibilidades da produção, da edição, da distribuição e da venda on-line, entramos no território da abundância.

A questão, em resumo, é a seguinte: o que impede que os festivais de música, que atuam tão fortemente no chamado mercado dos nichos, na “cauda longa”, utilizem de forma sistemática o principal recurso de circulação e distribuição de informações disponível, a Internet? Se mais de 2,5 milhões de pessoas se deslocam, todos os anos, para acompanhar a programação do circuito brasileiro de festivais de música, quantas mais não poderiam ter acesso aos artistas e suas obras através da Web?

A resposta deve certamente fazer parte de nosso aprendizado em direção ao II Edital Petrobras de Festivais de Música, que pode – entre outras coisas – fomentar o uso mais intenso da Internet pelos organizadores.

Dos 437 festivais mapeados, 259 se inscreveram neste 1º Edital Petrobras de Festivais de Música. Destes, 32 foram eliminados, em sua maioria por não possuir o número mínimo de edições exigido pelo Regulamento, ou pela impossibilidade de reunir a documentação solicitada para a inscrição.

Dos 227 restantes, 30 foram selecionados para a segunda fase, e 25 premiados com o patrocínio da Petrobras. A região Nordeste aparece com o maior número de projetos (09), seguida pelo Sudeste (07), Sul (04), Centro-oeste (03) e Norte (02).

O IMS abriga hoje o CENTRO PETROBRAS DE REFERÊNCIA DA MÚSICA BRASILEIRA, instalado em nosso centro cultural no bairro da Gávea, aqui no Rio de Janeiro. É no CENTRO que está reunido o acervo documental sobre o circuito nacional de festivais de música, com todo o material obtido ao longo da pesquisa, somado ao conjunto de informações que já fazia parte do acervo musical do IMS, com mais de 10 mil documentos sobre a história dos festivais no Brasil.

Cumpriremos, assim, nosso papel de instituição criadora e organizadora de informações referenciais sobre a cultura e as artes no Brasil, a serviço tanto daqueles que, em nossos acervos, pesquisam a produção musical do passado, quanto dos que produzem – nos festivais realizados em todo o país – a música brasileira do presente e do futuro.

José Luiz Herencia
Coordenador da área de música do INSTITUTO MOREIRA SALLES

Demonstrativos gráficos para o mapeamento do "Circuito nacional de festivais de música”:


27 de setembro de 2007

Demonstrativos gráficos para o 1º Edital Petrobras de Festivais de Música:

Percentual por estados e regiões


24 de setembro de 2007

Os projetos selecionados para o 1º Edital Petrobras de Festivais de Música são os seguintes:

10ª Tocata de Bandas e Fanfarras
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

10º Encontro Pernambucano de Côco
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

28º Festival de Música de Londrina - O Festival de Todas as Músicas
Valor Aprovado: R$ 200.000,00

3º Festival de Música Clássica de Sorocaba
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

Brincantes - A Energia da Cultura Popular
Valor Aprovado: R$ 150.000,00

Canavial - Festival de Música da Zona da Mata
Valor Aprovado: R$ 150.000,00

Canto Sem Fronteira - 5ª edição
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

Casarão Ano IX - Festival Musical & Seminário de História, Cultura e Rock na Floresta
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

Festival Botucanto - Ano V - Edição 2007/2008
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

Festival Calango de Artes Integradas 2008
Valor Aprovado: R$ 160.000,00

Festival Cultural Música Alimento da Alma - MADA
Valor Aprovado: R$ 200.000,00

Festival Demo Sul
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

Festival Varadouro
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

Goiânia Noise Festival
Valor Aprovado: R$ 200.000,00

Humaitá Pra Peixe
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

IV Festival de Música de Jd. Jangadeiro
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

IV Festival Estação Viola - Mostra Internacional da Música de Viola
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

IV Festival Nacional de Violão do Piauí
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

IV Festival Prelúdios da Primavera
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

Joinville Jazz Festival 5ª edição
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

Nordeste Cantat Internacional (Federação Alagoana)
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

Semana Zulu
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

V Festival Regional de Sambadores
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

VIII Festival de Sanfoneiro de Limoeiro do Norte
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

Festival Homenageado:

43º Festival Internacional Música Nova
Valor: R$ 250.000,00


03 de setembro de 2007

Os projetos selecionados para a segunda etapa do 1º Edital Petrobras de Festivais de Música deverão realizar apresentação oral no Centro Petrobras de Referência da Música Brasileira, sediado no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro (Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea) nos dias 17 e 18 de setembro. Os respectivos proponentes/responsáveis pelos festivais concorrentes receberão, via e-mail, instruções a respeito desta última etapa da seleção.

Seguem os resultados*:

10ª Tocata de Bandas e Fanfarras

10º Encontro Pernambuco Côco

28º Festival de Música de Londrina - O Festival de Todas as Músicas

3º Festival de Música Clássica de Sorocaba

43º Festival Internacional Música Nova

8º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe

Brincantes - A Energia da Cultura Popular

Canavial - Festival de Música da Zona da Mata

Canto Sem Fronteira - 5ª edição

Casarão Ano IX - Festival Musical & Seminário de História, Cultura e Rock na Floresta

Festival Botucanto - Ano V - Edição 2007/2008

Festival Calango de Artes Integradas 2008

Festival Cultural Música Alimento da Alma - MADA

Festival Demo Sul

Festival Rec-beat

Festival Vale do Café

Festival Varadouro 2007

Goiânia Noise Festival

Humaitá Pra Peixe

III Festival de Música de Câmara do Centro Sul e Vale do Salgado 2008

IV Festival de Música de Jd. Jangadeiro

IV Festival Estação Viola - Mostra Internacional da Música de Viola

IV Festival Nacional de Violão de Piauí

IV Festival Prelúdios da Primavera

Joinville Jazz Festival 5ª edição

Nordeste Cantat Internacional (Federação Alagoana)

Projeto Nacional Troféu Caymmi

Semana Zulu 2007

V Festival Regional de Sambadores

VIII Festival de Sanfoneiro de Limoeiro do Norte

* Os resultados quantitativos e qualitativos do 1º Edital Petrobras de Festivais de Música serão divulgados após o fim do processo de seleção.


13 de agosto de 2007

Alteração do calendário do 1º Edital Petrobras de Festivais de Música.


28 de junho de 2007

Alteração do calendário do 1º Edital Petrobras de Festivais de Música.


15 de maio de 2007

Da esquerda para a direita: Eliane Costa (Gerente de Patrocínios da Petrobras), Juca Ferreira (Secretário Executivo do MinC), Ministro Gilberto Gil, Paula Porta (Assessora Especial do MinC) e Antonio Fernando De Franceschi, Diretor-superintendente do Instituto Moreira Salles

Com o objetivo de apoiar os festivais de música e estimular a circulação e a divulgação da produção musical brasileira, foi lançado no último dia 14 de maio, no Rio de Janeiro, o 1º Edital Petrobras de Festivais de Música, com foco na produção independente.

O ministro Gil lembrou que, das diversas formas de arte brasileira, "a música é talvez a que esteja mais enraizada" no nosso povo. "É a criação artística de mais fácil acesso e repercussão na vida dos brasileiros, a que tem mais força e presença no cotidiano de todos nós", ressaltou. Saiba mais


14 de maio de 2007, 11 horas

Ato de lançamento do 1º Edital Petrobras de Festivais de Música, com a presença do Ministro Gilberto Gil, no Salão Portinari do Palácio Gustavo Capanema (Rua da Imprensa 16/2º - Rio de Janeiro)


 
 
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